Mais um filho? | Universo do Bebé

Há dias um casal amigo anunciou que o terceiro bebé está para chegar. Antes de conseguir dar parabéns a minha reacção foi: “coooomo é que se decide uma coisa destas?!”. Ainda mais vindo de uma mãe que confessou ter penado muito com o segundo filho. Nas palavras dela, “o melhor é não pensar muito e ir em frente”. Só que na minha cabeça racional com a vida gerida a régua e esquadro, uma frase destas até provoca ansiedade.

Mas tudo bem, estão felizes e é o que importa, eu é que não cheguei ainda a perceber a opção. Talvez um dia perceba, talvez um dia perceba tarde demais ou talvez não perceba nunca. Mas três filhos não é nada de transcendente para mim que conheço um casal com 10 filhos (sim, dez. E não devem ter parado por aqui). 

Para umas pessoas a decisão de ter mais filhos será uma coisa simples, para outras será um projecto altamente pensado e calculado. Acho que estas decisões passam muito pelas experiência de família (se têm irmãos ou não), pelas finanças, claro, e também se as experiências anteriores foram boas. Há bebés que são uma paz de alma e outros que sugam as noites, a energia, a vivacidade, a juventude, a vontade de sair e até a circulação sanguínea, quais vampiros. As experiências anteriores devem contar muito acerca da velocidade com que se pensa no próximo. Já ouvi alguns pais dizerem que “se o segundo tivesse sido o primeiro, não tinha tido mais filhos!”.

Há quem tenha medo de o amor não ser igual, não acredito que o medo de não gostar de um segundo bebé como sabemos gostar do primeiro seja um impedimento. Percebo que seja uma dúvida (que eu não teria), mas nunca vi ser um assunto capaz de demover a ideia de ter mais filhos. No entanto, pensar em passar por uma nova gravidez, ficar uma bola, ciática, mais um parto, mais primeiras noites, isso sim é capaz de arrancar muitos suspiros e pensamentos derrotistas.

Embora não seja sequer uma ideia para mim, se se colocasse a hipótese não seria uma decisão nada fácil. Se com uma filha o tempo é sempre curto mas já consigo fazer algumas coisas, a ideia de voltar à casa de partida e ter um recém-nascido outra vez, começar tudo de novo, soa-me a uma vida nas trevas.

Além disso, agora começámos a gozar uma maternidade de uma forma mais simpática, a criança só dorme uma sesta por dia, custa-me menos deixá-la com a avó para viajar porque já não dá o mesmo trabalho do que quando andava ao colo, já fica noutros avós para podermos ir ao cinema, gosta de ficar com os primos, sinto que uma nova vida vai começar e eu quero é aproveitar!