Escolher a escola para a criança | Universo do Bebé

Se me perguntarem quando escolhi a escola da minha filha acho que vou responder “quando ainda estava na barriga”. Na altura não foi bem uma decisão, estava dividida entre duas escolas, o tempo diria. Mas para mim só existiam duas hipóteses.

A primeira opção era a escola onde andei, conta com alunos da pré-primária ao 12º, tem ensino espanhol, a possibilidade de aprender numa outra língua, um espaço enorme, imensas salas de aula, um registo familiar e próximo que sempre me agradou. Mas neste último ano acompanhei a escola por força de convívio com amigos que ali têm os filhos, comecei a torcer o nariz e a minha vontade mudou.

As pessoas podem ser o melhor e o pior de uma entidade e a nova direcção da escola fê-la tornar-se num palco de piada, assunto nos meios de comunicação social, envolvimento da comissão de protecção de menores e decidi com rapidez: não vou sujeitar a minha filha às experiências de uma direcção de escola selvagem.

Percebi também o quão é importante para mim fazer uma boa escolha pela educação da minha filha. Ao mesmo tempo que procuro que seja bem formada e penso no seu futuro, penso também no presente e na enorme vontade de a proteger de todos os males (o que eu sei que não posso fazer).

Por “contágio” de amigos, veio então a segunda opção, uma escola inglesa. Sempre achei que ser bilingue em português-inglês desde tenra idade pode abrir muitas portas, abre mundo e traz um sem número de vantagens para a vida profissional futura. Isto associado a um ensino futurista com tablets, comida biológica, aulas fora da sala de aula, TPC a seguir às aulas entre colegas e não em casa, projectos de equipa e muitas saídas à rua, tornaram esta forma de ensino futurista muito atraente para nós, pais da Carminho.

É uma escola diferente de onde eu ou o pai estudámos, diferente das escolas onde estudou qualquer adulto que conheça e com uma ideia de ensino que vai ao encontro de uma opinião que nem sempre é bem recebida: acho os testes uma forma de ensino parva. Decora-se, faz-se o teste e o tempo trata de fazer esquecer a informação. Decorar não faz sentido, aprender é outra coisa completamente diferente.
Escolhida a nova escola, fizemos a candidatura. Nunca pensei que me ia trazer algumas ansiedades relacionadas com o medo de não conseguir entrar. Na minha cabeça não há outra opção escolar e agora temos de ficar meses à espera de ser chamados.

De cada vez que salta o tema “escola”, sinto que vai custar-me horrores não a ter perto de mim todos os dias, não a ouvir falar em casa pelos corredores, sei que a presença dela me vai fazer falta. Há dias acusei alguma tristeza antecipada para quando chegar esta fase que ainda nem tem data, ao que a senhora que toma conta dela respondeu na brincadeira: “é quando os casais decidem ter mais filhos”.