O pai no parto | Universo do Bebé

Não sei sequer se tal é possível! Acreditem que se o futuro da humanidade estivesse nas mãos dos homens, estávamos em muitos maus lençóis… Creio ser uma opinião geral e comum a todos os homens… só de pensarmos no parto, ficamos logo cheios de dores e calafrios!

Conseguem imaginar o tormento que é para um homem uma mísera dor de cabeça, certo? Já nos imaginam deitados numa cama, com os olhos semi abertos a lamentar por esta vida, certo??? Agora pensem no que seria um homem numa gravidez! E num parto?! Esqueçam… impossível!

Para vos dizer a verdade, sinto um certo grau de ciúme quando a Maria me diz que o bebé se mexeu, quando percebo pelo brilho dos olhos dela que deve ser mesmo especial! Gostava de sentir o mesmo, de estar mais próximo e envolvido… mas depois o parto aterroriza-me! E não estou a exagerar… o medo é mesmo real!

As mulheres são verdadeiras forças da natureza! E é nesta altura da vida que qualquer homem percebe que dificilmente lhes chega aos calcanhares… têm uma forma de estar que impressiona, uma vontade de vencer fora de série e uma descontração invencível.

Já nós os homens temos uma postura diferente e fazemos por não pensar muito no assunto… preocupamo-nos e queremos que corra tudo bem mas evitamos alguns pensamentos… são pensamentos de tal forma aterradores que o melhor é mesmo manter a calma e transmitir essa paz de espírito à futura mamã.

No dia do parto, tudo é diferente… se algum dia ponderámos a hipótese de não assistir ao nascimento do nosso mais que tudo, naquele momento nada mas mesmo nada faz mais sentido! Assim em modos de confidência, não compreendo como é possível um pai preferir ficar de fora neste grande momento e, pior do que isso, chego a achar que é um gesto de desrespeito pela futura mamã e bebé. É o mínimo dos mínimos!

“Ah e tal não consigo ver sangue”
“Ah e tal porque posso desmaiar”
“Ah e e tal não vou lá fazer nada, por isso é melhor ficar de fora”

Hummmmmm…. O que seria se as mulheres tivessem essa postura? Não pode ser! O pai, a meu ver, tem o dever de estar presente em todos os momentos e mais alguns! Se lhe mete confusão, azar! Mais uma vez digo, é o mínimo!

No outro dia, em conversa com amigos, a Maria dizia que aquele período do parto e pós parto é capaz de ser quando a intimidade do casal atinge o seu ponto máximo! Há toda uma série de mudanças na mãe, de desconfortos que têm de ser vistos pelo pai como naturais… nestes momentos só resta ao papá arregaçar as mangas e ajudar em tudo e mais alguma coisa, sempre sem constrangimentos.

Posso dizer-vos que estive cerca de 2h num bloco operatório e não me lembro de ver uma pinga sangue… estive 3 dias num quarto com uma mãe após uma cesariana e não me lembro de todos aqueles procedimentos a que naturalmente é sujeita… lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi a Benedita, de todos os sorrisos da Maria e daquele ambiente mágico em que elas as duas foram as personagens principais! Só me recordo disso… e não trocava por nada!