O hospital | Universo do Bebé

A vida é feita de escolhas… numas temos mais voto na matéria, noutras nem por isso…

Quando finalmente o teste de gravidez nos sorri e mostra os dois tracinhos, temos nas nossas mãos um leque infindável de decisões a tomar… talvez seja até nesse ponto que percebemos que ser pai e mãe é isso mesmo: um sinónimo de responsabilidade.

Indiscutivelmente, mãe é mãe (!) e esta forte convicção é percetível logo nos primórdios da gravidez… Não me parece sensato o pai decretar onde deve o bebé nascer, com que método deverá acontecer, etc. Pode e deve opinar, está claro… mas a última decisão deverá ser sempre da mãe! Acredito mesmo que se deve deixar a mamã totalmente à vontade quanto a esta importante tomada de decisão… não devem ser feitas quaisquer imposições. Na realidade, não é preciso pensarmos muito para percebermos que a mãe é a parte fundamental do puzzle! Não é o pai que terá de se sujeitar a todos aqueles procedimentos (só de pensar já me dói o corpo) e, por essa razão, a mamã tem todo o direito de escolher a opção que a deixe mais confortável.

Costumo dizer a brincar que se a Maria me dissesse que queria ir ter o bebé à “Conchichina”, o meu único papel seria fazer as malas e garantir que chegaríamos lá em total segurança. As mulheres têm SEMPRE de ser respeitadas e nestes momentos mais sensíveis, os pais devem estar em alerta máximo… o papel do progenitor passa por garantir o conforto, a tranquilidade e segurança da futura mamã e bebé. “Cada macaco no seu galho” já ouviram esta expressão? Creio que neste caso se enquadra perfeitamente!

Desde o início da gravidez que a Maria me informou que pretendia fazer uma cesariana e que teria de ser na Cuf Porto. Eu, longe de conhecer o Hospital e o procedimento, abanei com a cabeça e sugeri irmos conhecer o espaço. Acabámos por fazer lá as aulas de preparação para o parto, bem como a visita à ala da maternidade. Rapidamente concordei e percebi que seria o local mais que perfeito para trazer ao mundo aquele ser precioso, que já morava no nosso coração. Na realidade não vimos muitas mais opções pois a partir do primeiro segundo, sentimos aquele hospital como parte de nós. Acreditámos que tudo correria bem e seríamos muito bem tratados.

O dia "B" chegou e, naquela manhã chuvosa de Inverno demos entrada na maternidade. O frio da rua deu lugar ao quente do quarto. O nervoso e ansiedade deram lugar à tranquilidade e pura felicidade. Rodearam-nos de sorrisos e de mãos dispostas a ajudar… responderam-nos calmamente e carinhosamente a todas as dúvidas. Deram-nos tempo e privacidade para estarmos a dois… fizemos daquele quarto o nosso espaço, o nosso ninho…

A Benedita nasce e tudo nos parece um conto de fadas! Os nossos timmings são respeitados, as nossas dúvidas esclarecidas e sentimos que não temos apenas 2 braços… estamos rodeados de profissionais dispostos a ajudar e a mostrar-nos o adorável e indiscritível mundo dos bebés! A Benedita recebeu muito mimo, muito colo e, mais uma vez deram-nos a privacidade necessária… agora a três!

Naqueles três dias fomos verdadeiramente felizes ao ponto de ponderarmos alargar a estadia… a sério! Estávamos tão confortáveis e sentíamo-nos tão acolhidos que a nossa casa parecia um lugar bem mais difícil de se lidar. Mais uma vez, fomos munidos de estratégias para que tudo corresse às mil maravilhas no regresso a casa e assim foi…

Nunca é demais agradecer e neste caso os obrigados serão sempre poucos… Gostámos tanto que nem ponderamos outro local para o Sebastião nascer… este hospital faz agora parte da nossa história!

Regressaremos no próximo mês, acreditando novamente que as boas-vindas ser-nos-ão dadas de braços abertos! Que aqueles sorrisos nos trarão a tranquilidade necessária e que aquela ajuda será tão preciosa que nos fará não querer regressar a casa novamente…